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Mulheres podem ser pastoras?

Mulheres podem ser pastoras?

A Bíblia tem direcionamentos inquietantes quanto as questões consideradas complexas e divergentes. A consagração de mulheres ao pastorado, por exemplo, ainda é assunto que gera discussões acaloradas, tanto em círculos acadêmicos quanto em reuniões de lideranças. É bem verdade que cultura de época não deve interferir, muito menos alterar a doutrina da igreja. Mas surge a pergunta: o ofício pastoral, particularmente na identidade de gênero, é uma doutrina? Ou a preferência de gênero se entende como “modus vivendi” da época? Quem é oposição argumenta que, nos tempos de Jesus e dos apóstolos, a titularidade como pastor na igreja foram dadas somente aos homens. Não faltam textos para os que são contrários ao pastorado feminino: Atos 14.23, 20.28; I Timóteo 3.1-5, 4.14, 5.17,22; Tiago 5.14; Hebreus 13.7,17. Considerando que textos bíblicos isolados não devem atropelar a própria Bíblia, vamos ampliar aqui os espaços da hermenêutica. !) Deus sempre chamou pessoas, sem fazer acepção. Fazer acepção de pessoas é discriminar. O apóstolo Pedro registrou: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas.” Atos 10:34 Leia também o que disse o apóstolo Paulo em Romanos 2.1 e Colossenses 3.25. Leia também: II Crônicas 19.7 e Deuteronômio 10.17. 2) A Bíblia também diz que a igreja é “sacerdócio real”. Leia I Pedro 2.9 Isto indica que (todos) os crentes são “sacerdotes” no reino de Deus; 3) As mulheres tiveram um papel preponderante na expansão da igreja. Serviam a Jesus com seus bens. Lucas 8. 3. Estiveram com Ele nos últimos momentos. João 19.25; 20.1,11 Receberam destaque na narrativa de Lucas entre os que receberam o Espírito Santo no dia de Pentecoste. Atos 1.14. Elas estão no livro de Atos e nas epístolas colaborando com a expansão da igreja. Muitos acreditam que Lídia, a vendedora de púrpura, deu início à igreja de Tiatira (embora não foi mencionada o nome dela na carta do Apocalipse). Priscila colaborou com o apóstolo Paulo. Atos 18.1, 24-28. As mulheres que seguiam a Jesus fizeram trabalhos com mais destaque e eficiência que muitos discípulos de Jesus. 4) Muitas igrejas onde mulheres são pastoras, são consideradas “melhores” que as pastoreadas por homens. As virtudes femininas que envolvem cuidado, atenção, capacidade de educar, e outras características oriundas da experiência como mãe, adicionam com excelência no trato com pessoas na igreja. Há uma questão delicada que vale mencionar neste contexto. Muitas igrejas conferem título às mulheres só por que têm maridos exercendo a função de pastores (apóstolos ou bispos). Nem sempre esposas de pastores são, de fato, ajudadoras do marido no ministério. Muitas atrapalham e outras até preferem que seus maridos estivessem em outra atividade profissional. Dar o título de pastora para a esposa de pastor, apenas para atender uma regra Convencional, é forçar a ser quem espiritualmente não é. Contudo, todo pastor deve ser acompanhado de uma sincera companheira ministerial e à altura do seu ministério. O apóstolo Paulo disse: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” I Coríntios 9:5 E quanto a orientação bíblica sobre a mulher ficar calada na igreja? O apóstolo Paulo escreveu: “A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem,...

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A enfermidade hormonal da igreja

A enfermidade hormonal da igreja

      Tenho as minhas dúvidas se realmente o cristianismo evangélico brasileiro está, de fato, crescendo como “corpo”. A cada dia aprofunda-se a cultura visceral no “quero receber” (Provérbios 30.15). É o “dá e dá” da pseudo ingenuidade espiritual do povo de Deus. É o “dá e dá” dos púlpitos sofísticos na bem engendrada assertividade das retóricas. Acumula-se o “eucentrismo” das prioridades terrenas e absolutamente humanas. Avoluma-se a indiferença para com o irmão fraco e necessitado. Nem sempre necessidade financeira, nem sempre necessidade causada pelas limitações físicas. De uma forma ou de outra, a indiferença está aí para comprovar o perigo de um crescimento equivocado. Cada um na sua ponta, que para si mesmo aponta. Cada um surfa na superfície dos interesses epidérmicos e imediatos. Cada um se apresenta nos argumentos supostamente justificados. Discursos maquilhados. Nos cultos, Deus é um mero serviçal do aqui e agora. A adoração e o louvor são prólogos do “dá e dá” que se evidencia na mensagem e nos apelos das “orações finais”. De soberano a garçom e na mesma reunião, este é o Deus dos cultos. De soberano a serviçal no mesmo tempo e espaço. Esta transição tem a velocidade marcada pelo ingênua espiritualidade emocionalizada. E qual a qualidade do crescimento da igreja neste contexto? Preocupante… Convenhamos: crescimento saudável da igreja tem endereço e destino. Crescimento da igreja tem como alvo o futuro e não o agora. O agora eu faço. O futuro Deus já fez. Crescimento da igreja caminha nas imperfeições em busca do “varão perfeito”. Crescimento da igreja é um caminhar nEle; juntos. Crescimento da igreja é a vivência da intimidade sem o pragmatismo da ditadura da agenda. Crescimento da igreja aponta somente para uma direção: “…à medida da estatura completa de Cristo.” Efésios 4.13. O que passa disto é enfermidade hormonal causada pela excessiva secreção do hormônio do crescimento durante a idade do crescimento. Ou seja: gigantismo. Que Deus nos salve da total ausência de informações do mais profundo significado de “corpo”. Aliás, estou sendo repetitivo. Paulo já explicou isto. Autor: JUDSON SANTOS     ATENÇÃO! Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte das publicações neste site não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida de qualquer forma e por quaisquer meios sem a autorização prévia do...

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A voz de Deus

A voz de Deus

A religião cumpre o seu papel em trazer à terra o que é inacessível aos homens. Mas que isto seja na forma que todos entendam. Óbvio! No mais recente acontecimento , o líder católico Ratzinger recomendou que a missa fosse em latim. Esta idéia foi inicialmente declarada em sua entrevista a Raiymond Arroio em 5 de setembro de 2003. Oras!… Latim é uma língua morta! Ninguém fala latim em nenhum lugar do mundo. Missa em latim será um solitário discurso na liturgia católica. Nesta decisão, a missa católica estará conversando com o próprio umbigo. A decisão de Ratzinger é a expressão inequívoca do desejo do não entendimento, da não comunicação e da perda do diálogo com o mundo. A “voz de Deus” não pode ser morta! Talvez com esta decisão o papa deseja impressionar. Mas, impressionar quem? O analfabeto do sertão nordestino? Ou o africano faminto que não sabe escrever nem o próprio nome? Até padres da Canção Nova (católicos carismáticos) podem dar umas aulinhas de comunicação aos pseudo-intelectuais do catolicismo tradicional, antes que reinventem também a fogueira aos hereges neste processo-retrocesso.   Autor: Professor JUDSON SANTOS   ATENÇÃO! Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte das publicações neste site não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida de qualquer forma e por quaisquer meios sem a autorização prévia do...

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A intervenção do homem nos atos de destruição de Deus

A intervenção do homem nos atos de destruição de Deus

Alguns argumentam que Deus morreu (Nietzsche), Deus sumiu (Friedman), Deus é um amálgama de várias personalidades (Miles). Por trás do texto bíblico, ele ensina a desobediência, antes que a obediência (Bonder). O Antigo Testamento tem uma mensagem oculta, e essa ocultação é o principal motivo do texto (Drosnin). Deus não se torna presa de quaisquer definições e Suas ações difíceis de compreensão. Não é totalmente desconhecido, apesar da transparência pessoal. Mas todos estão convidados a examinar sempre e sempre as ações Deus. Da mesma maneira como podemos de alguma forma, “encontrá-lo”, é fácil também criar uma seqüência interminável de questionamentos. Porém, acima dos frágeis julgamentos humanos, Ele continua sendo o eternamente “eu sou”, na Sua própria auto-definição. Vamos fazer aqui uma breve reflexão a partir da seguinte perspectiva: como Deus passa de destruidor a doador da vida. Primeiro Deus mata para depois curar. O início da criação fora marcado por construção e reconstrução. A teoria da lacuna é aceita pelas melhores correntes de pesquisadores bíblicos. Deus cria o perfeito e, em seguida recria ou melhora aquilo que já estava construído. Ou ainda, retoma a sua construção. Entretanto, quando começamos a ler o Gênesis, Deus começa a ter idéias destruidoras. Uma vez criado perfeito, e com evidências de enfermidades físicas e espirituais já instaladas, Ele expulsa o homem do jardim, Ge 3. Amaldiçoa a forma do trabalho do homem, 3.17ss; aumenta o sofrimento da mulher ao dar a luz, 3.17; bem como amaldiçoa, entre todos os animais, a serpente, 3.14. Depois de penalizar a quase tudo, e principalmente ao homem, Deus dá indícios de intenções de restauração ao preservar Caim, assassino confesso de seu irmão, Ge 4.15( ). Depois de proteger um assassino, ainda assim Deus decide por diminuir a duração de vida do homem, Ge 6.6; e promete acabar com tudo de novo: árvores, animais e homens, ou seja, o universo criado, Ge 6.7. . Deus mata aos filhos de Judá, Er e Onã, Ge 38.1-10. As mortes de Onã e seu irmão não foram por matar alguém, foi por evitar que alguém nascesse. Nesse caso, o evitar o nascimento é castigado mais violentamente que o próprio homicídio. A coerência como evidência nos atos de Deus A enfermidade é a morte (pré)anunciada. A destruição de Deus é a rigorosa coerência divina na própria lei por Ele estabelecida. Não podemos colocar Deus no banco dos réus, sem considerarmos os sintomas das enfermidades – desobediência, indiferença, infidelidade, arrogância e outros tumores malignos existenciais que carregam a predestinação para a destruição. Atos de Deus, caixa de ressonância do ser humano Quando o povo hebreu entra na terra prometida, suas idéias destruidoras não cessaram, ainda que passassem por novas leituras e interpretações. Uma forma de Deus destruir todos aqueles que saíram do Egito foi matá-los no deserto, deixando apenas os que tinham saído com menos de vinte anos entrassem na terra prometida. A partir daí, uma nova postura de destruição estará presente. O sofrimento por outros povos. Ele não destruirá mais o seu mundo, como fez com Sodoma e Gomorra. Deus enviará povos inimigos para afligir seu povo. Assim, quando entraram na terra de Canaã, Deus usou como seus instrumentos de destruição os emoritas, Jz 1.34; mesopotâmios, Jz 3.8; moabitas, Jz 3.12; filisteus, Jz 3.31; 13.1ss, canaanitas, 4.1, midianitas, Jz 6.1; uma conjunção...

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A Assembléia de Deus é jumenta

A Assembléia de Deus é jumenta

  Não só a Assembléia de Deus, mas as denominações que levam o nome de “igrejas evangélicas” são as jumentas de Jesus. Eu explico: Quando eu era adolescente confesso que tinha a imensa dificuldade em entender o por que de tanta sede em perfilar institucionalmente o que é, por natureza, intangível. Muitas perguntas vinham à minha cabeça, como pássaros que voam, e pousavam no ninho das minhas inquietações. Se Deus fez um esforço descomunal para gerar um povo, por que justamente este povo tem como limite as grotescas placas de instituições? Por que instituições que levam o nome de “igreja” trabalham tanto para o seu auto crescimento? Por que tanto esforço em fortalecer o administrativo, o financeiro e hierarquias se o que é preponderante, começo e fim tudo e para todos é o corpo de Cristo? Por que criar tantas denominações se Deus é um só? Estas eram algumas das perguntas que, na época, ficavam sem respostas. Com o passar do tempo fui desenvolvendo uma profunda aversão às denominações que ostentavam exclusivismos. Talvez como zelo do espiritual, aos poucos me movi e distanciei criticamente do conceito igreja de propriedade humana contrapondo com o “corpo” intangível. Eu ria e zombava dos CGC´s e das placas pintadas. Criticava sobretudo a materialização conveniente dos mercadores da fé. A presunção dos donos das instituições que inventa em si mesma o único caminho ao céu pelo seu próprio CGC. Como ponto comum, todas se apresentam como único caminho para o céu. Patético! Placas e mais placas… Letras escritas que imitam as dos supermercados. Ainda continuo rindo disto tudo. Rir é o melhor remédio para evitar o colapso na fé. Não vou parar com a ironia. Isto me mantém lúcido! Lúcido e vivo. Vou continuar rindo da pretensão humana em querer colocar numa caixinha institucional quem tem o destino para o Alto. Recentemente eu estava lendo a Bíblia em minha sala, e me deparei com um texto que falava que Jesus pediu para que seus discípulos pegassem um jumentinho a fim de que ele entrasse na cidade de Jerusalém. “E trouxeram-no a Jesus; e, lançando sobre o jumentinho as suas vestes, puseram Jesus em cima.” Lucas 19:35 Isto aconteceu para que se cumprisse também uma profecia. “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.” Zacarias 9:9 Neste momento fiz uso de uma exegese mais esdrúxula, impossível! Porém, acho que amenizou a aversão que já durava décadas! O jumentinho do referido texto bíblico, significou a honra de um rústico animal em conduzir Jesus. Chego agora na exegese que ajudou a mim mesmo a explicar as antigas indagações: Denominações se justificam pelo papel de condutores de Jesus nas incursões pelas cidades e nações. Isto posto, denominações são condutores da mensagem de Cristo. Instituições que se denominam igrejas são condutoras! Elas são as condutoras da Palavra e do nome de Cristo nas cidades. Logo… As instituições que se auto denominam de igrejas são as jumentas de Jesus! Entretanto… Há jumentas que querem ser maiores que Jesus! Há jumentas que trabalham para ser mais destaques que Jesus! Há jumentas que se acham imprescindíveis! Há jumentas que se esquecem que são jumentas. Jumentas...

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