A Assembléia de Deus é jumenta

jumento (1)

 

Não só a Assembléia de Deus, mas as denominações que levam o nome de “igrejas evangélicas” são as jumentas de Jesus.

Eu explico:

Quando eu era adolescente confesso que tinha a imensa dificuldade em entender o por que de tanta sede em perfilar institucionalmente o que é, por natureza, intangível. Muitas perguntas vinham à minha cabeça, como pássaros que voam, e pousavam no ninho das minhas inquietações.

Se Deus fez um esforço descomunal para gerar um povo, por que justamente este povo tem como limite as grotescas placas de instituições? Por que instituições que levam o nome de “igreja” trabalham tanto para o seu auto crescimento? Por que tanto esforço em fortalecer o administrativo, o financeiro e hierarquias se o que é preponderante, começo e fim tudo e para todos é o corpo de Cristo? Por que criar tantas denominações se Deus é um só? Estas eram algumas das perguntas que, na época, ficavam sem respostas.

Com o passar do tempo fui desenvolvendo uma profunda aversão às denominações que ostentavam exclusivismos. Talvez como zelo do espiritual, aos poucos me movi e distanciei criticamente do conceito igreja de propriedade humana contrapondo com o “corpo” intangível.

Eu ria e zombava dos CGC´s e das placas pintadas. Criticava sobretudo a materialização conveniente dos mercadores da fé. A presunção dos donos das instituições que inventa em si mesma o único caminho ao céu pelo seu próprio CGC. Como ponto comum, todas se apresentam como único caminho para o céu. Patético! Placas e mais placas… Letras escritas que imitam as dos supermercados. Ainda continuo rindo disto tudo. Rir é o melhor remédio para evitar o colapso na fé. Não vou parar com a ironia. Isto me mantém lúcido! Lúcido e vivo. Vou continuar rindo da pretensão humana em querer colocar numa caixinha institucional quem tem o destino para o Alto.

Recentemente eu estava lendo a Bíblia em minha sala, e me deparei com um texto que falava que Jesus pediu para que seus discípulos pegassem um jumentinho a fim de que ele entrasse na cidade de Jerusalém. “E trouxeram-no a Jesus; e, lançando sobre o jumentinho as suas vestes, puseram Jesus em cima.” Lucas 19:35 Isto aconteceu para que se cumprisse também uma profecia. “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.” Zacarias 9:9 Neste momento fiz uso de uma exegese mais esdrúxula, impossível! Porém, acho que amenizou a aversão que já durava décadas!

O jumentinho do referido texto bíblico, significou a honra de um rústico animal em conduzir Jesus. Chego agora na exegese que ajudou a mim mesmo a explicar as antigas indagações: Denominações se justificam pelo papel de condutores de Jesus nas incursões pelas cidades e nações. Isto posto, denominações são condutores da mensagem de Cristo. Instituições que se denominam igrejas são condutoras! Elas são as condutoras da Palavra e do nome de Cristo nas cidades. Logo… As instituições que se auto denominam de igrejas são as jumentas de Jesus!

Entretanto… Há jumentas que querem ser maiores que Jesus! Há jumentas que trabalham para ser mais destaques que Jesus! Há jumentas que se acham imprescindíveis! Há jumentas que se esquecem que são jumentas. Jumentas são apenas jumentas; serviçais. A sua força não é para si mesma, mas para o serviço. Nada mais que isto. E o maior, mais importante e absoluto é quem está em cima (e acima) da jumenta; e não a própria.

Importa que Cristo cresça e que as jumentas diminuam a arrogância do exclusivismo e espírito ridículo de imprescindibilidade.

Autor: JUDSON SANTOS

 

 

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