A Rosa Vermelha

  Num bairro elegante da cidade moravam o Dr. Monteiro com sua mulher e três filhos. Eles eram admirados na vizinhança e na igreja pela família perfeita – educados e gentis. Dr. Monteiro era Diretor executivo de uma grande instituição. Ele tinha tudo para que seu lar fosse, assim, feliz. Porém, o conflito e brigas em sua casa não eram tão raros assim, e gravíssimas! Invariavelmente os desentendimentos giravam em torno do ciúme excessivo com sua mulher. Para acumular ainda mais um grande mal estar na família, os furtos pelo filho mais velho já fizeram a família perder um apartamento, um carro de luxo e um jet ski além de outras pequenas quantias para pagar dívidas. Pior: ele já havia se envolvido em um latrocínio no posto de gasolina da cidade. Jurava que não tinha feito o disparo que matou o frentista do posto de gasolina. Entretanto, a perícia...

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Primeiro argumento sobre a existência de Deus

  O infinito – em toda a sua extensão – evidencia a unicidade de Deus. No infinito Deus não coexiste com outro deus. Se existissem deuses no infinito, nenhum deles poderia ser pleno em sua existência e extensão. As limitações seriam inerentes às naturezas dos deuses presumidamente existentes. Se existissem deuses coexistindo, os tais limitariam uns aos outros nos espaços e ações. Deus tem infinita unidade interior, o que faz da sua natureza, atividade, mobilidade e interatividade não sofrerem repartições ou obstruções por outros deuses. Deus tem infinita unidade interior, isto é: não existe outro deus fora de sua existência. Deus é infinito, logo Deus é único.   Autor do texto: JUDSON SANTOS ATENÇÃO! Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte das publicações neste site não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida de qualquer forma e por quaisquer meios sem a autorização prévia do...

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Segundo argumento sobre a existência de Deus

    A inteligência de Deus tem decisão autônoma com características de imprevisibilidades, independente da natureza em ocorrências antecedentes e subsequentes. A natureza existente é fenômeno resultante em processos lineares nas relações dos elementos vivos ou coisas. A natureza é fenômeno resultante por que não tem autonomia antecedente, não reage em probabilidades, não se manifesta em imprevisibilidades, não se abre em variáveis além do naturalmente previsível em suas combinações. Logo, não reside em si mesma a capacidade autônoma para múltiplas possibilidades de decisão. A natureza é linear, isto é: transfere resultados de si mesma em linhas lógicas e previsíveis. A previsibilidade se verifica na mecânica, eletricidade, acidentes geográficos, astronomia e outros… Inteligência causadora não é o acaso. Acaso não decide ações com autonomia. Acaso é (teoricamente) um acontecimento isolado. E explosão não é inteligência causadora por ser um evento causado. A inteligência humana não cria. A inteligência humana descobre,...

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Terceiro argumento sobre a existência de Deus

  Deus não é delineado pela lógica. Deus não é barrado pela concretude. Deus não é finalizado na experiência temporal.   Deus é subversivo na lógica. Deus se esquiva da concretude. Deus gera o infinito.   A sua presença temporaliza a eternidade.       Autor: JUDSON SANTOS ATENÇÃO! Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte das publicações neste site não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida de qualquer forma e por quaisquer meios sem a autorização prévia do...

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Quarto argumento sobre a existência de Deus

  A invisibilidade ainda é o principal apoio para a descrença na existência de Deus, sendo que, para a ciência, a ausência de dados concretos da origem da vida e da matéria ainda mantém a crença na inexistência de Deus como criador. Há um ponto favorável para ambos os lados: tanto para a ciência quanto para a fé teológica, é extraordinário o que se vê nas invisibilidades dos objetivos, e se encontram num ponto comum: liberar forças nos questionamentos ainda que tratadas em pressupostos e subjetividades diversas, trafegando do absurdo devaneio ao lógico possível. Mas quando se “busca” o Altíssimo, simplesmente não crer nEle pelo argumento que tal Ser é “invisível”, por isto, inexistente, apequena a inteligência e reduz em nada as infinitas probabilidades do tudo pode vir a ser ou o tudo pode ou poderá existir. Descrer é limitar as probabilidades que são, de fato, infinitamente possíveis, tanto...

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Grito ao amigo Chico

  Chicoooo! O que é isto? O que estou fazendo aqui? Não sei o que está acontecendo. Como vim parar aqui? É uma cratera? Estou num lugar muito estranho. Isto deve ser o inferno! Só pode ser… O calor é insuuuportável! Tem fogo por todos os lados! Não tem para onde me mover. Muita gente se contorcendo. Caramba! As mãos na cabeça… Muitos com as mãos na cabeça, se contorcendo, nos rostos só desespero. Um cara agora caiu de joelhos em minha frente. Por quê? Ele grita alto, muito alto! Acho que ninguém aí em cima está ouvindo. Ele grita palavras de arrependimento, parece que pede perdão. Perdão pra quem? Pra mim que não é. Deve ter aprontado alguma coisa pesada pra agir assim. Mas… E eu? O que eu fiz de errado? A última coisa que me lembro foi uma briga no bar do Zelão. Eu estava tomando...

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A alma tem sede

  – Garçom, mais uma! Já passava das nove da noite. Na mesa do bar do Setor Comercial Sul, a poucos minutos da praça dos três poderes, um pequeno grupo de amigos conversam de tudo um pouco. Jorge, petista convicto, critica as medidas do presidente Collor e fala como se fosse um especialista em economia. Chegou a freqüentar a igreja Presbiteriana próximo da sua casa, mas logo desistiu. Ao lado dele com pernas insinuantes e sem esconder muita coisa, Sandra participa esporadicamente da conversa, mais sorrindo que falando. Seus olhos verdes dividiam as atenções de quem estava por perto. Coriolando o mais retraído, tímido confesso, normalmente com ares de funcionário público acomodado, votou no primeiro turno no Maluf e no segundo no Collor. Fuma o último cigarro do maço que logo amassa e pede uma cerveja. Sandra intervém: – Lando… Bebe essa por mim, tá? Estou indo nessa… Jorge...

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